Guilherme Delaroli, atual presidente em exercício da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, pode assumir o governo do estado após a saída do governador Cláudio Castro e do presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto. Com a linha sucessória legal esgotada, Delaroli governará interinamente até o retorno de Castro, agendado para 7 de fevereiro, em função de suas viagens ao exterior.
A Constituição do Rio de Janeiro estabelece uma linha sucessória que se esgotou devido a circunstâncias políticas e judiciais. A renúncia do vice-governador e a prisão de um deputado deixaram o estado sem a liderança prevista. Especialistas em direito constitucional destacam que essa situação é inédita e evidencia uma lacuna na legislação, apontando que a escolha de Delaroli pode gerar contestações jurídicas sobre sua legitimidade como governador interino.
A possibilidade de impugnações judiciais ao governo temporário de Delaroli poderá trazer incertezas adicionais à administração do estado. No entanto, alguns analistas consideram sua nomeação como a solução menos problemática diante do caos institucional atual. Enquanto isso, Delaroli se prepara para assumir a liderança do estado e buscar a estabilidade necessária até que uma nova eleição indireta seja realizada para definir um governador-tampão.

