As stablecoins estão revolucionando a economia em várias nações asiáticas, como China, Singapura e Índia, ao facilitar transações internacionais de forma rápida e com custos reduzidos. Esse movimento reflete uma mudança significativa em relação ao sistema bancário tradicional, que enfrenta críticas por sua lentidão e altas taxas. Em 2024, a Índia se destacou ao receber US$ 129 bilhões em remessas, consolidando-se como um dos principais mercados globais para esses ativos digitais.
A estabilidade das stablecoins, lastreadas em ativos como o dólar americano e ouro, contribui para sua popularidade. A clareza regulatória em centros financeiros como Singapura e Hong Kong impulsionou a criação de novos negócios, tornando o envio de dinheiro tão simples quanto enviar um email. Além disso, marcas de moda e hotéis de luxo na região já aceitam essas criptomoedas, visando consumidores que buscam privacidade e flexibilidade nas transações.
Na América Latina, o uso de stablecoins cresce como uma alternativa às moedas locais desvalorizadas, especialmente em países como Argentina e Bolívia. Embora as realidades econômicas sejam distintas, a tendência global aponta para uma integração crescente das stablecoins no cotidiano financeiro. Esse fenômeno não apenas transforma o varejo, mas também redesenha a paisagem econômica mundial, promovendo uma nova era de transações financeiras.

