Afeganistão: mulheres enfrentam traumas devido à proibição de contraceptivos

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

No Afeganistão, mulheres relatam o impacto devastador da proibição de contraceptivos e do fechamento de clínicas de saúde. Parwana, uma residente de 36 anos da província de Kandahar, vive um estado constante de confusão e desespero após suportar nove gravidezes e seis abortos espontâneos, muitos desses ocorridos sob pressão familiar. Sua mãe, Sharifa, descreve a filha como ‘quebrada’ pelo medo e pela violência que permeiam suas vidas.

A situação de Parwana é um reflexo das dificuldades enfrentadas por muitas mulheres afegãs, que agora se veem sem acesso a cuidados médicos e contraceptivos. Com o colapso dos serviços de saúde e a ausência de apoio, elas são forçadas a enfrentar gravidezes indesejadas, resultando em traumas físicos e emocionais. O relato de Parwana ilustra como as políticas atuais têm profundas repercussões na saúde e bem-estar das mulheres no país.

Esses acontecimentos levantam questões sérias sobre os direitos reprodutivos e a saúde das mulheres no Afeganistão, especialmente em um contexto onde a violência e a opressão são normais. O fechamento de clínicas e a proibição de contraceptivos não apenas afetam a saúde física, mas também têm um custo emocional elevado. O futuro das mulheres afegãs continua incerto, e a necessidade de apoio internacional e intervenções humanitárias se torna cada vez mais urgente.

Compartilhe esta notícia