Na quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, o dólar à vista fechou estável a R$ 5,2066, após oscilações ao longo do dia. A moeda atingiu uma mínima de R$ 5,1713 pela manhã, refletindo ajustes técnicos e uma forte queda no dólar futuro, que seguiu o desempenho da moeda americana no exterior. O anúncio do Federal Reserve, que manteve a taxa de juros entre 3,50% e 3,75%, também impactou o mercado, levando a divisa a operar em leve alta no início da tarde.
O economista-chefe da Western Asset, Adauto Lima, destaca que a valorização do real se deve à desvalorização global do dólar, influenciada por fatores como a política econômica dos EUA e a dinâmica das commodities. Com o Brasil se destacando entre as divisas latino-americanas, o real apresenta um desempenho positivo, mas as incertezas sobre a futura liderança do Fed geram preocupação sobre a independência da instituição e seu impacto nas taxas de juros. O Comitê de Política Monetária (Copom) no Brasil também se prepara para anunciar sua decisão sobre a taxa básica de juros, que deve permanecer em 15% ao ano.
As expectativas em torno da política monetária nos EUA e no Brasil são fundamentais para o mercado cambial. A possível mudança na presidência do Fed poderá alterar a condução da política monetária no segundo semestre, refletindo diretamente nas taxas de juros. As atenções do mercado estão voltadas para os comunicados do Copom, que podem sinalizar o início de um ciclo de cortes de juros, influenciando ainda mais o desempenho do real e do dólar nos próximos meses.

