Entre 28 de outubro de 2025 e 28 de janeiro de 2026, a Região Metropolitana do Rio de Janeiro registrou 329 mortes por armas de fogo, um aumento de 44,2% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Esse crescimento alarmante coincide com uma mega operação policial que mobilizou 2,5 mil agentes para cumprir 100 mandados de prisão em comunidades dominadas por facções criminosas, como o Complexo da Penha e o Complexo do Alemão.
Os dados do Instituto Fogo Cruzado revelam que, além das mortes, houve 220 feridos não letalmente a bala e 520 tiroteios, com a maioria das fatalidades ocorrendo durante ações policiais. Dentre as vítimas, estavam tanto pessoas inocentes quanto indivíduos envolvidos em atividades criminosas. A letalidade das operações levanta preocupações sobre a eficácia e a ética das abordagens de segurança adotadas no estado.
Investigações sobre a mega operação estão em andamento pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que busca esclarecer as circunstâncias das mortes e o impacto das ações policiais no controle do crime. A discussão sobre a segurança pública no Rio de Janeiro continua a ser um tema crítico, especialmente em relação à proteção de civis e à necessidade de políticas mais eficazes e respeitosas aos direitos humanos.

