Entre 28 de outubro de 2025 e 28 de janeiro de 2026, a Região Metropolitana do Rio de Janeiro registrou 329 mortes por armas de fogo, um aumento alarmante de 44,2% em relação ao período anterior. O governo estadual mobilizou 2,5 mil policiais em uma mega operação que visava desarticular o Comando Vermelho em 26 comunidades, incluindo os Complexos da Penha e do Alemão. O Instituto Fogo Cruzado aponta que as vítimas incluem inocentes e envolvidos com atividades criminosas, além de agentes de segurança.
Os dados revelam que 210 das 329 mortes ocorreram em ações policiais, com uma significativa ocorrência de chacinas, sendo que 12 foram registradas nos últimos três meses. Este cenário de violência se agrava com a falta de respostas das autoridades sobre a eficácia da operação em reduzir o domínio das facções criminosas e os índices de criminalidade. A situação é complexa, refletindo a vulnerabilidade da população em áreas de conflito.
Investigações sobre a mega operação estão em andamento pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. As autoridades ainda não se pronunciaram sobre o impacto da ação policial na redução da criminalidade, e a sociedade civil aguarda respostas. O aumento da letalidade e a continuidade da violência nas favelas levantam questões sobre a necessidade de políticas públicas mais eficazes e humanitárias para lidar com a crise de segurança no estado.

