Em um potente discurso no Bundestag, em Berlim, a sobrevivente do Holocausto Tova Friedman, de 87 anos, fez um apelo urgente para que as autoridades alemãs redobrem os esforços contra o antissemitismo. Durante a cerimônia que marcou o 81º aniversário da libertação do campo de concentração de Auschwitz, Friedman ressaltou a importância de ouvir as vozes dos sobreviventes enquanto ainda é possível. Ela se apresentou como a criança de ‘quem Hitler tinha medo’, transmitindo uma mensagem de resistência e memória.
Friedman compartilhou suas experiências traumáticas de infância, revelando a dor e a luta que enfrentou em Auschwitz, onde foi deportada aos cinco anos. Ela alertou que o antissemitismo não desapareceu, mas se adaptou e se disfarçou sob o manto do antissionismo, propagando-se rapidamente através das redes sociais. Com isso, ela destacou a crescente insegurança que os judeus enfrentam, observando que seu neto precisa esconder sua Estrela de Davi devido a ameaças em campus universitários.
Ao concluir seu discurso, Friedman recebeu uma calorosa ovação de pé, reforçando a necessidade de educação e vigilância contra o ódio. Ela citou o rabino Jonathan Sacks, enfatizando que a defesa da civilização exige mais do que força militar; exige uma forte base educacional. Sua presença e mensagem servem como um lembrete poderoso dos perigos da complacência diante do preconceito e da intolerância.

