Em 2025, a dívida pública federal do Brasil aumentou em 18%, alcançando R$ 8,6 trilhões, conforme dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira, 28 de janeiro de 2026. As altas taxas de juros, que atualmente estão em 14,4%, e o déficit nas contas federais foram os principais fatores para essa elevação. Para 2026, a previsão é que a dívida cresça quase 20%, podendo ultrapassar a marca de R$ 10 trilhões.
O crescimento da dívida foi impulsionado principalmente pela dívida interna, que representa quase a totalidade do endividamento do país. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna atingiu R$ 8,3 trilhões, um aumento de 19% em relação ao ano anterior. Por outro lado, a dívida externa apresentou uma diminuição de 6%, totalizando R$ 326 bilhões ao final de 2025, o que contrasta com a tendência de crescimento da dívida interna.
Esse cenário de aumento da dívida é preocupante, uma vez que reflete a dificuldade do governo em equilibrar suas contas. Com um déficit primário persistente, o governo precisará continuar emitindo dívida para cobrir suas despesas, o que pode gerar um ciclo vicioso de endividamento. A situação fiscal do país requer atenção, uma vez que a sustentabilidade da dívida pública é essencial para a estabilidade econômica.

