Na quarta-feira, 28 de janeiro, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, intensificou a pressão sobre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para que ele se torne candidato ao governo de São Paulo nas próximas eleições. Durante um café da manhã com jornalistas, Gleisi enfatizou a importância de que todos os membros do partido se mobilizem para enfrentar a extrema-direita nas disputas eleitorais. Haddad, no entanto, tem demonstrado resistência à ideia de se candidatar a qualquer cargo político.
O presidente Lula já discutiu a possibilidade de Haddad se candidatar, inicialmente ao Senado, mas agora está pressionando por sua candidatura ao governo do Estado. Apesar de Haddad ter anunciado que deixará o governo em março para se desincompatibilizar, fontes afirmam que sua prioridade é apoiar a reeleição de Lula em vez de se candidatar. Além de Haddad, outros nomes como as ministras Marina Silva e Simone Tebet e o vice-presidente Geraldo Alckmin também estão sendo considerados para a corrida em São Paulo.
Gleisi também planeja deixar o governo para concorrer ao Senado pelo Paraná, seguindo a estratégia de Lula de promover candidatos fortes em várias regiões. A ministra mencionou que seu substituto deve ser Olavo Noleto, atual secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Lula indicou que não haverá mudanças significativas nos ministérios, e os substitutos darão continuidade ao trabalho já realizado.

