Em julho de 2019, Grisa, um homem de 65 anos, tornou-se o único residente da aldeia de Dobrușa, na Moldávia, que outrora abrigava 200 habitantes. A localidade, típica de muitos vilarejos moldavos, viu sua população encolher drasticamente após o colapso da União Soviética em 1991. A situação se agravou ainda mais com o assassinato de um casal de moradores, que foram mortos brutalmente por um agricultor de uma aldeia vizinha.
A morte dos últimos moradores trouxe à tona questões de segurança e solidão para Grisa, que vive agora cercado apenas por seus 120 patos e outros animais. O clima de medo e insegurança fez com que ele reconsiderasse seu futuro na aldeia. O homem, que se mudou para Dobrușa em 2000 para criar ovelhas, relatou que, após o incidente, não se sentia mais seguro no local e cogitou se mudar para uma aldeia maior.
A trágica história de Dobrușa reflete um fenômeno mais amplo que afeta muitas comunidades rurais na Moldávia, onde a migração e a violência têm deixado vilarejos vazios. Grisa se vê em uma encruzilhada, ponderando sua permanência em um lugar que, embora tenha sido seu lar por tantos anos, agora simboliza a perda e o isolamento. O futuro da aldeia parece incerto enquanto a população continua a minguar.

