Governo brasileiro forma 760 enfermeiros obstétricos para o SUS

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

O Ministério da Saúde do Brasil anunciou um reforço no Sistema Único de Saúde (SUS) com a formação de 760 enfermeiros obstétricos, uma ação que começa com um investimento de R$ 17 milhões. O curso de especialização, que teve início em novembro de 2025, foi criado para profissionais com pelo menos um ano de experiência na saúde das mulheres. A iniciativa busca atender à demanda crescente por cuidados obstétricos e neonatais, considerando que o país possui aproximadamente 13 mil enfermeiros obstétricos registrados.

A formação é coordenada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em parceria com 38 instituições e apoio da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras (Abenfo). Atualmente, apenas 46% dos enfermeiros obstétricos estão vinculados a estabelecimentos de saúde, evidenciando a escassez desses profissionais no Brasil. A presença destes especialistas é considerada crucial para humanizar o atendimento aos partos, reduzindo as intervenções médicas desnecessárias e promovendo um ambiente mais seguro para as gestantes.

Os impactos da medida são amplos, com especialistas afirmando que a inclusão de enfermeiros obstétricos pode diminuir as taxas de cesáreas e melhorar a saúde materna. Embora a formação de 760 novos profissionais seja um avanço, muitos ainda consideram esse número insuficiente para as necessidades do Brasil. A Rede Alyne, que reestrutura a antiga Rede Cegonha, tem como objetivo reduzir a mortalidade materna e garantir um atendimento de qualidade às gestantes, reafirmando o compromisso do governo com a saúde das mulheres no país.

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