FPA critica Justiça de Israel por restrições ao acesso à Gaza

Jackelline Barbosa
Tempo: 2 min.

A Associação de Imprensa Estrangeira (FPA) manifestou, nesta quarta-feira (28), sua insatisfação em Jerusalém com a decisão da Suprema Corte de Israel, que adiou novamente o julgamento sobre o acesso livre e independente à Gaza. Desde o início da guerra em outubro de 2023, provocada por ataques do Hamas, o governo israelense impôs restrições severas à entrada de jornalistas estrangeiros na região, permitindo apenas a entrada controlada por forças armadas.

A FPA apresentou um recurso em 2024, mas o tribunal tem concedido sucessivas prorrogações ao governo para responder à solicitação. Na última audiência, a corte se recusou a tomar uma decisão e pediu ao governo que o mantenha informado sobre a situação até março de 2026. A entidade expressou preocupação com a influência de argumentos de segurança apresentados em reuniões fechadas, que ocorrem sem a presença de seus representantes legais.

A FPA argumenta que não existem justificativas de segurança que legitimem a proibição geral de acesso à imprensa, especialmente considerando que trabalhadores humanitários têm permissão para entrar em Gaza. Essa situação levanta sérias questões sobre a liberdade de imprensa e a transparência no processo judicial, além de evidenciar o risco de um fechamento prolongado da região para jornalistas estrangeiros.

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