Irã descarta negociações com EUA diante de ameaças militares

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que o país não se envolverá em negociações com os Estados Unidos até que as ameaças de ação militar cessem. A afirmação foi feita em 28 de janeiro e foi transmitida pela TV estatal iraniana, acirrando ainda mais a disputa retórica entre Teerã e Washington, especialmente após declarações do presidente americano, Donald Trump, que sugeriu que o Irã havia procurado por negociações.

Araghchi enfatizou que a diplomacia não pode ser realizada sob a pressão de ameaças militares, e que as conversas devem ocorrer em um ambiente de respeito mútuo. Ele também mencionou que não houve qualquer contato recente com o enviado dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, destacando a falta de condições adequadas para diálogos. As tensões aumentam à medida que a crise entre os dois países se agrava, impulsionada pela repressão a protestos no Irã e pela movimentação militar dos EUA na região.

As declarações do chanceler iraniano surgem em um momento crítico, onde mais de 6 mil pessoas morreram em protestos no Irã, exacerbados pela crise econômica. Além disso, a chegada do grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln ao Oriente Médio intensifica as preocupações sobre possíveis ações militares. Araghchi alertou que qualquer ameaça poderia desestabilizar a região, enfatizando a necessidade de diálogo e mediação por países vizinhos.

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