Um novo relatório da Joseph Rowntree Foundation, divulgado esta semana, expõe o impacto corrosivo das políticas de austeridade dos governos conservadores no Reino Unido entre 2010 e 2024. O estudo revela que, ao longo de quase 15 anos, não houve progresso na redução da pobreza relativa, com cerca de 20% da população vivendo abaixo de 60% da renda média. Além disso, 6,8 milhões de pessoas enfrentam dificuldades econômicas extremas, sendo que 3,8 milhões experimentaram situação de destituição em 2022.
A análise do relatório aponta que as medidas de corte de benefícios adotadas por ministros visavam dificultar a vida dos menos favorecidos, em vez de oferecer suporte. O especialista da JRF, Peter Matejic, sublinha que a pobreza no Reino Unido não é apenas ampla, mas também mais profunda e danosa do que em qualquer outro momento dos últimos 30 anos. Essa realidade exige uma reavaliação urgente do debate sobre políticas de bem-estar social.
As consequências desse legado conservador têm implicações significativas para o futuro do país. Com um número crescente de cidadãos vivendo em condições de pobreza, a necessidade de uma mudança nas políticas sociais se torna cada vez mais evidente. A situação atual pode influenciar as decisões políticas e eleitorais, refletindo a urgência de uma abordagem mais compassiva e eficaz para combater a pobreza no Reino Unido.

