Gasto com alimentação no domicílio sobe e encerra queda de sete meses

Thiago Martins
Tempo: 2 min.

O gasto das famílias brasileiras com alimentação para consumo no domicílio subiu 0,21% em janeiro de 2026, rompendo uma sequência de sete meses de quedas. O grupo Alimentação e Bebidas, que registrou uma alta de 0,31%, contribuiu com 0,07 ponto porcentual para a taxa de 0,20% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre os itens que mais subiram, destacam-se o tomate, com alta de 16,28%, e a batata-inglesa, que subiu 12,74%. Embora alguns produtos tenham registrado aumento, como frutas e carnes, outros, como o leite longa vida e o arroz, apresentaram queda nos preços, evidenciando a instabilidade do mercado. Além disso, a alimentação fora do domicílio subiu 0,56%, enquanto os gastos com habitação caíram 0,26% no mesmo período.

As oscilações nos preços refletem uma combinação de fatores, incluindo a mudança na bandeira tarifária da energia elétrica, que passou de amarela para verde, resultando em alívio nas contas dos consumidores. A alta nos preços dos combustíveis, no entanto, continua a pressionar a inflação. A situação econômica das famílias brasileiras permanece delicada, e as flutuações nos preços de alimentos e serviços essenciais podem impactar o poder de compra e o consumo nos meses seguintes.

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