O presidente do Equador, Daniel Noboa, afirmou que o abandono da fronteira pela Colômbia contribuiu para o aumento do narcotráfico e da violência em seu país. Em entrevista ao jornal Metro, publicada nesta terça-feira (27), Noboa destacou que a situação se agravou desde que assumiu o cargo, em novembro de 2023, e acusou a Colômbia de não atuar de forma eficaz no controle de grupos narcotraficantes que atuam em ambos os lados da fronteira.
Além das críticas, Noboa anunciou uma série de tarifas sobre importações colombianas, equiparando-se à estratégia de seu aliado americano, Donald Trump. O presidente justificou essa ação como uma compensação pelos gastos equatorianos na fronteira, que, segundo ele, se tornaram necessários devido à inércia colombiana. O ministro da Energia da Colômbia, por sua vez, respondeu ressaltando a necessidade de diálogo, enquanto Quito aplicou tarifas significativas sobre o transporte de petróleo colombiano.
A violência no Equador atinge níveis alarmantes, com uma taxa de homicídios de 52 por 100 mil habitantes, a mais alta da América Latina. Noboa destacou que muitos criminosos envolvidos no narcotráfico têm passaporte colombiano e que a dinâmica do crime organizado é regional. As medidas tomadas pelo governo equatoriano refletem uma tentativa de abordar a questão do narcotráfico, mas também podem ser vistas como uma distração diante do aumento da insegurança no país.

