Na terça-feira (27), Nicolás Maduro Guerra, filho do presidente deposto da Venezuela, descartou a declaração de ‘ausência temporária’ de Nicolás Maduro, após sua captura por tropas americanas. Essa declaração é crucial, pois, segundo a Constituição, a ausência do presidente permitiria à vice-presidente assumir o poder, mas ele enfatizou que não há planos para convocar eleições presidenciais no momento.
A situação se complica ainda mais com a recente decisão do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela, que classificou a captura de Maduro como um ‘sequestro’. Logo após sua prisão, o tribunal emitiu uma sentença que transferiu o controle do governo para a vice-presidente Delcy Rodríguez, mas utilizou o termo ‘ausência forçada’, que não possui respaldo legal. O deputado Maduro Guerra reforçou que a situação atual não legitimaria qualquer mudança na liderança do país.
Com a captura de Maduro e sua esposa em Nova York, ambos enfrentando acusações de tráfico de drogas, a estabilidade política da Venezuela se torna ainda mais incerta. A recusa em reconhecer a ausência temporária do presidente pode prolongar a crise política no país e dificultar qualquer movimento rumo a um processo eleitoral. O futuro da Venezuela permanece indefinido, com a população aguardando os desdobramentos desta complexa situação.

