A União Europeia está se preparando para impor sanções a altos líderes da Guarda Revolucionária do Irã, em resposta à repressão violenta que resultou em milhares de mortes durante os protestos no país. As sanções, que incluem a proibição de entrada na UE e o congelamento de bens, afetarão 21 entidades e indivíduos, conforme revelado por fontes diplomáticas.
Essas medidas visam não apenas punir a repressão interna, mas também abordar a colaboração do Irã com a Rússia, com sanções adicionais sendo consideradas para aqueles que fornecem apoio militar na forma de drones e mísseis. A decisão final sobre as sanções ainda depende da aprovação dos ministros das Relações Exteriores da UE, que se reunirão em breve para discutir a questão.
A situação é complexa, já que a Itália propôs incluir a Guarda Revolucionária na lista de organizações terroristas, embora a falta de unanimidade entre os membros da UE possa dificultar esta ação. A Guarda, braço ideológico do aiatolá Ali Khamenei, tem sido amplamente criticada por suas ações repressivas, levantando questões sobre a eficácia das sanções e o futuro da política exterior europeia em relação ao Irã e sua influência na região.

