Uma pesquisa recente revela que 86% dos habitantes de Curitiba apoiam a internação forçada de dependentes químicos em situação de rua, especialmente quando há risco à vida. O levantamento, conduzido pelo instituto Paraná Pesquisas entre os dias 22 e 25 de janeiro de 2026, ouviu 802 cidadãos da capital paranaense, apresentando uma margem de erro de 3,5 pontos percentuais. Apenas 8,4% dos entrevistados se mostraram radicalmente contra a medida em qualquer contexto.
O apoio à internação involuntária surge no contexto de uma nova portaria municipal, aprovada em dezembro de 2025, que permite à Secretaria de Saúde de Curitiba ordenar a internação de moradores de rua com problemas psiquiátricos, independentemente da autorização familiar em casos de emergência. A norma estabelece critérios para a internação, incluindo incapacidade de autocuidado e risco à saúde ou à ordem pública. A pesquisa revelou que 68,8% dos participantes estavam cientes dessa nova política de saúde pública.
A forte aprovação à internação forçada levanta questões sobre a abordagem do governo em relação à dependência química e à saúde mental. Com 83,5% dos entrevistados acreditando que a medida pode reduzir o número de dependentes nas ruas, é evidente que a opinião pública está alinhada com a intervenção do estado. Entretanto, a implementação da portaria pode enfrentar desafios éticos e práticos, especialmente em relação ao respeito à autonomia dos indivíduos afetados.

