O presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelou um pacote de R$ 2,7 bilhões destinado à reforma agrária, iniciando um ano eleitoral com desapropriações em estados como São Paulo, Bahia e Pará. A medida visa atender as demandas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que historicamente se alinha ao petismo e havia pressionado o governo por ações mais efetivas no campo.
Durante um encontro nacional do MST, realizado em Salvador, Lula destacou a importância dos novos assentamentos para resolver conflitos rurais. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, reforçou que essas iniciativas buscam promover a paz no campo, apesar das preocupações da bancada do agronegócio no Congresso. A lista de terras desapropriadas inclui locais com histórico de violência, como a Fazenda Nova Alegria, onde ocorreram assassinatos de trabalhadores em 2004.
Além do investimento financeiro, o MST anunciou 18 candidaturas ao Legislativo, com o objetivo de ampliar sua influência política nas próximas eleições. Lula expressou seu compromisso em acelerar os assentamentos, embora tenha enfrentado desafios logísticos no Incra. A aproximação do governo com o MST poderá impactar a dinâmica política no país, especialmente em um ano eleitoral repleto de desafios.

