Rodríguez propõe diálogo na Venezuela e rejeita ordens dos EUA

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, manifesta sua intenção de dialogar com a oposição, mas exclui a prêmio Nobel María Corina Machado, acusada de celebrar intervenções estrangeiras. Durante um discurso, ela enfatizou a necessidade de resolver as diferenças políticas internamente, pedindo um fim às ordens dos Estados Unidos e exaltando a soberania venezuelana. O apelo à paz se dá em um contexto político tenso, logo após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro, e a libertação de presos políticos nas últimas horas.

Rodríguez, conhecida como a ‘tigresa do petróleo’, se esforça para manter o regime chavista em meio a desafios crescentes. Recentemente, o governo venezuelano firmou um acordo com Washington para o fornecimento de petróleo, o que marca uma mudança significativa nas relações entre os dois países. Em um discurso para trabalhadores da refinaria de Puerto La Cruz, ela incentivou a base chavista a não temer uma agenda energética compartilhada com os EUA, reforçando que a integração de modelos de sucesso é crucial para a reforma da Lei Orgânica de Hidrocarbonetos.

Apesar das tentativas de diálogo, a situação continua delicada. Rodríguez revelou que, após a captura de Maduro, recebeu ameaças de morte e foi pressionada por forças americanas. A complexidade do cenário político, marcada por tentativas de distensão e a busca por legitimidade interna, coloca a presidente interina em uma posição difícil, onde a manutenção do poder e a busca por paz se entrelaçam em um ambiente repleto de incertezas.

Compartilhe esta notícia