Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado, confirmou a indicação do ex-ministro do STF, Ricardo Lewandowski, para prestar consultoria jurídica ao Banco Master. Lewandowski começou a atuar no banco após deixar o Supremo em 2023, mas os valores do contrato não foram divulgados. Em fevereiro de 2024, ele assumiu o Ministério da Justiça, cargo que ocupou até recentemente.
Após sua saída do STF, Lewandowski retornou à advocacia e, conforme comunicado, prestou serviços ao Banco Master até ser convidado para o Ministério da Justiça. A indicação feita por Wagner ocorreu em um contexto em que o banco enfrentava sérias dificuldades financeiras, culminando em sua liquidação em novembro do ano passado. Com isso, surgem preocupações sobre as possíveis implicações legais e a investigação de fraudes em operações do banco.
Atualmente, a Polícia Federal investiga suspeitas de irregularidades que envolvem o Banco Master e seu proprietário, que nega qualquer participação em atividades ilícitas. A escolha de Lewandowski, um jurista respeitado, levanta questões sobre a intersecção entre política e negócios, especialmente em um momento delicado para a instituição financeira. A situação continua a evoluir, com desdobramentos que podem afetar tanto o ex-ministro quanto as práticas de governança no setor bancário.


