Partido Novo aciona PGR e PF contra Toffoli por interferência em investigação

Fernando Alcântara Mendonça
Tempo: 2 min.

Em 26 de janeiro de 2026, a bancada do Partido Novo protocolou uma notícia-crime na Procuradoria-Geral da República (PGR) e uma Comunicação de Fatos à Polícia Federal (PF) contra o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os parlamentares alegam que houve uma interferência atípica do magistrado na condução das investigações relacionadas ao Banco Master, o que gerou preocupação sobre a imparcialidade do processo judicial.

Os documentos apresentados pelos deputados e senadores solicitam a apuração de possíveis irregularidades na atuação de Toffoli, que, segundo eles, adotou decisões que extrapolariam suas atribuições como relator. Entre as medidas contestadas estão a determinação de sigilo do caso e a transferência do inquérito para o STF, além de ações que poderiam comprometer a autonomia da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. A situação é ainda mais complexa, pois Toffoli já enfrenta oito representações relacionadas ao caso, incluindo um pedido de impeachment no Senado.

A iniciativa da bancada do Novo é descrita como institucional e não política, enfatizando a importância de que órgãos de controle atuem com independência. Os parlamentares destacam a necessidade de uma resposta clara das instituições frente a essas alegações, ressaltando que a sociedade não aceitará que casos de irregularidades sejam ignorados. Assim, a ação pode ter desdobramentos significativos para o relacionamento entre os poderes e para a confiança pública nas instituições de justiça.

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