Em janeiro de 2026, uma ação coletiva foi ajuizada na Justiça da Inglaterra contra a Serasa Experian, em decorrência do megavazamento de dados que ocorreu no Brasil em 2021. O incidente comprometeu informações pessoais de aproximadamente 220 milhões de brasileiros, incluindo dados sensíveis como CPF, endereços e informações salariais. A Procuradoria Geral da República do Brasil tornou-se coautora em um processo civil buscando indenizações pela violação de dados.
Embora a Serasa tenha negado qualquer responsabilidade, afirmando que não houve invasão em seus sistemas, o caso levanta preocupações sobre a proteção de dados no Brasil e a necessidade de investigação por entidades competentes. O advogado Andrew Short, representante da ação no Reino Unido, destacou que o processo é direcionado a controladoras da Serasa, que pertencem ao grupo Experian, com sede na Inglaterra. Até o momento, mais de 25 mil pessoas se inscreveram para participar da ação, que permite que indivíduos afetados busquem compensações financeiras.
As implicações desse megavazamento são vastas, potencialmente afetando a privacidade e a segurança de dados de toda a população brasileira. A expectativa é que a ação prossiga no sistema jurídico inglês, podendo resultar em indenizações para os demandantes se a decisão for favorável. O desfecho do caso pode também influenciar futuras legislações sobre proteção de dados e responsabilidade das empresas no Brasil e no exterior.

