Congonhas suspende alvarás da Vale após vazamentos em minas

Camila Pires
Tempo: 1 min.

A Prefeitura de Congonhas, em Minas Gerais, decidiu suspender os alvarás de funcionamento da Vale nas unidades de Fábrica e Viga, em decorrência de vazamentos de água com sedimentos registrados nos dias 25 e 26 de janeiro. A mineradora confirmou a suspensão das operações e assegurou que suas barragens permanecem estáveis e sob monitoramento contínuo.

Os vazamentos ocorreram em estruturas de drenagem temporárias, mas a Prefeitura argumenta que essas também devem ser tratadas com a mesma rigorosidade das barragens, dada a natureza do material liberado. O contexto é sensível, especialmente considerando que os vazamentos coincidiram com o 7º aniversário do trágico colapso da barragem de Brumadinho, que resultou na morte de 270 pessoas, e o desastre de Mariana, que deixou 19 vítimas.

As repercussões dessa decisão podem ser significativas, tanto para a Vale quanto para a percepção pública sobre a segurança das operações mineradoras na região. A empresa e a Agência Nacional de Mineração defendem que as estruturas não apresentam risco de ruptura, mas a população e as autoridades locais permanecem em alerta, preocupadas com a possibilidade de novos incidentes.

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