A Itália foi encaminhada à Assembleia dos Estados-Partes do Tribunal Penal Internacional (TPI) em Haia devido à liberação de Osama Almasri Njeem, um general líbio acusado de crimes contra a humanidade. Njeem foi detido em Turim em 19 de janeiro de 2025, mas liberado pela Corte de Apelação de Roma, sendo deportado para a Líbia dois dias após sua soltura.
Os juízes do TPI afirmam que a Itália não cumpriu suas obrigações internacionais ao não prosseguir com o pedido de prisão e extradição de Njeem, que está detido na Líbia desde novembro. A Câmara Preliminar do TPI decidiu não denunciar a Itália ao Conselho de Segurança da ONU, optando pelo encaminhamento do caso à Assembleia dos Estados-Partes, que reúne as nações que ratificaram o Estatuto de Roma.
A próxima reunião da Assembleia está marcada para dezembro de 2026. A Líbia, país central nas políticas migratórias da Itália, é o principal ponto de partida para viagens clandestinas no Mediterrâneo, e a libertação de Njeem levanta questões sobre a responsabilidade da Itália em relação a direitos humanos e segurança internacional.

