O megavazamento de dados que expôs informações de cerca de 220 milhões de brasileiros chegou à Justiça da Inglaterra no início de janeiro. Uma ação coletiva foi ajuizada contra o grupo Serasa Experian, apontado pelo Ministério Público Federal como responsável pela violação de dados sensíveis. O incidente ocorreu em 2021 e inclui informações de cidadãos vivos e falecidos, gerando sérias preocupações sobre privacidade e segurança.
Embora a origem do vazamento ainda não tenha sido confirmada no Brasil, a Procuradoria se tornou coautora em uma ação civil pública em dezembro de 2023. A ação na Inglaterra é distinta, visando apenas indivíduos que não apresentaram queixa no Brasil, com mais de 25 mil pessoas já manifestando interesse em participar. Os dados vazados incluem informações pessoais como CPF, nomes, endereços e dados financeiros, que foram comercializados em fóruns na internet.
O advogado responsável pela ação, Andrew Short, esclarece que a escolha pela jurisdição inglesa se deve ao fato de a Serasa fazer parte do grupo Experian, cuja sede está na Inglaterra. O processo aguarda a citação das rés, e os próximos passos incluem a possibilidade de um acordo, embora o prazo ainda não esteja definido. Este caso destaca a crescente preocupação com a proteção de dados e as responsabilidades das empresas em garantir a segurança das informações pessoais dos cidadãos.

