O Tribunal Distrital de Munique, na Alemanha, marcou três audiências entre os dias 26 e 28 de maio para o processo que envolve 1,4 mil vítimas do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, Minas Gerais. A TÜV SÜD AG, responsável pela avaliação da segurança da barragem, é o alvo da ação que visa a responsabilização civil e uma indenização estimada em R$ 3,2 bilhões. A mobilização é liderada por habitantes das cidades de Brumadinho e Mário Campos.
A ação foi impulsionada por diversas organizações e advogados, incluindo o escritório Pogust Goodhead, que já trabalhou em casos semelhantes. As vítimas alegam que a barragem da Mina Córrego do Feijão estava em condições precárias, muito abaixo dos padrões internacionais, o que resultou na tragédia que causou a morte de 272 pessoas. A TÜV SÜD AG, por sua vez, defende que suas avaliações eram legítimas e que a estrutura estava estável antes do desastre.
Com o processo judicial se arrastando por sete anos, as audiências de instrução no Brasil estão previstas para começar em fevereiro de 2026. As complicações jurídicas e a mobilização internacional são indicativas da luta contínua por justiça das vítimas e seus familiares. O caso evidencia questões mais amplas sobre responsabilidade e regulamentação no setor de mineração, especialmente em contextos de desastres ambientais.

