Em 26 de janeiro de 2026, a Itália foi encaminhada à Assembleia dos Estados-Partes do Tribunal Penal Internacional (TPI) em Haia por sua polêmica decisão de libertar e deportar um general líbio, Osama Almasri Njeem, acusado de crimes contra a humanidade. Njeem havia sido detido em Turim, mas foi solto pela Corte de Apelação de Roma, sendo deportado dois dias após sua liberação, em 21 de janeiro.
Os juízes do TPI criticaram a Itália por não ter seguido o mandado de captura e pedido de extradição do general, que está preso na Líbia desde novembro. A Câmara Preliminar do TPI considerou que Roma não apresentou justificativas adequadas para a decisão de libertação e transferência de Njeem sem consulta prévia ao tribunal. A próxima reunião da Assembleia dos Estados-Partes, que avaliará o caso, está prevista para dezembro de 2026.
A Líbia desempenha um papel crucial nas políticas migratórias da Itália, sendo um dos principais pontos de partida para viagens clandestinas no Mediterrâneo. A possível denúncia da Itália ao Conselho de Segurança da ONU é uma opção que os juízes do TPI consideraram, mas optaram por uma medida menos severa. A situação poderá afetar as relações diplomáticas e a postura da Itália em relação a outras questões internacionais.

