Portugal desmantela grupo neonazista planejando ‘guerra racial’

Thiago Martins
Tempo: 1 min.

Em Lisboa, Portugal, ao menos 37 pessoas estão sendo investigadas na operação Irmandade, que resultou no desmantelamento de uma organização criminosa neonazista. O grupo, chefiado por um homem previamente preso por crimes de ódio, tinha como objetivo promover uma ‘guerra racial’ contra minorias étnicas no país. A operação destaca a crescente preocupação com o extremismo e a segurança pública em Portugal.

Documentos da promotoria indicam que a organização, conhecida como grupo 1143, operava com uma hierarquia bem definida. Conversas grampeadas entre os líderes revelaram planos para ataques violentos e intimidações direcionadas a cidadãos pertencentes a minorias, além de provocações contra a comunidade islâmica. O grupo mantinha um campo de treinamento militar perto de Lisboa, preparando-se para ações em larga escala.

Entre os investigados, estão cinco indivíduos em prisão preventiva, enquanto os demais enfrentam restrições de contato. A Polícia Judiciária ressaltou que os suspeitos, com idades entre 30 e 54 anos, promoviam uma ideologia racista e xenófoba, visando intimidar e coagir minorias étnicas. A inclusão de membros do partido de oposição Chega e de agentes das forças de segurança levanta questões sobre a infiltração de extremistas em instituições públicas.

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