O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está passando por um período conturbado com a saída de duas gerentes, Claudia Dionísio e Amanda Tavares, nesta segunda-feira, 26 de janeiro de 2026. As exonerações ocorrem após a demissão da coordenadora de contas nacionais, Rebeca Palis, no dia 19, criando um clima de incerteza e tensão na instituição.
Essas mudanças no IBGE estão associadas a uma reestruturação controversa na coordenação de contas nacionais, a qual envolve o cálculo do Produto Interno Bruto (PIB). A nova gestão de Marcio Pochmann, escolhida pelo presidente Lula, busca atualizar as estatísticas, mas enfrenta resistência e críticas, especialmente após a carta pública de Palis que questionou as novas diretrizes. O clima interno se agrava, com receios de retaliações entre outros servidores.
Com as recentes exonerações, há preocupações sobre a continuidade do trabalho e a precisão das estatísticas econômicas no Brasil. O sindicato dos trabalhadores do IBGE alertou para as “graves ameaças” à soberania geoestatística do país, associando as mudanças a uma possível interferência de interesses privados no sistema. O IBGE tenta assegurar que a transição de liderança ocorra de forma dialogada, mas o clima de instabilidade pode impactar sua eficiência.

