Câncer de pele no Brasil cresce 1.600% em uma década, destaca SBD

Thiago Martins
Tempo: 2 min.

Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) revelam um aumento alarmante nos diagnósticos de câncer de pele no Brasil, que saltaram de 4.237 em 2014 para 72.728 em 2024. As regiões Sul e Sudeste concentram a maior parte dos casos, com Espírito Santo e Santa Catarina apresentando as taxas mais elevadas. O padrão de incidência reflete uma combinação de fatores, incluindo maior exposição solar e o envelhecimento da população.

A SBD enfatiza que, embora a projeção nacional para 2024 tenha sido de 34,27 casos por 100 mil habitantes, a situação é preocupante. A entidade observa que as disparidades no acesso a diagnósticos e tratamentos entre as regiões do Brasil podem levar a um agravamento da doença, especialmente em áreas rurais ou de difícil acesso. O aumento na notificação de casos desde 2018, associado à exigência de documentação para exames, indica uma melhoria na vigilância epidemiológica.

Além disso, a SBD destaca a importância do diagnóstico precoce para aumentar as chances de cura e reduzir a necessidade de tratamentos complexos. A desigualdade no acesso a consultas dermatológicas entre o Sistema Único de Saúde (SUS) e a saúde privada é alarmante, com usuários do SUS enfrentando dificuldades significativas. A entidade propõe medidas urgentes para garantir um melhor acesso a tratamentos e a inclusão do protetor solar como item essencial na reforma tributária.

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