O futebol brasileiro observa um aumento na presença de laterais estrangeiros, com 14 dos 20 clubes da primeira divisão, que inicia na próxima quarta-feira (28), contando com esses jogadores em seus elencos. A recente janela de transferências trouxe nomes como o argentino Román Gómez, do Bahia, e o equatoriano Ángelo Preciado, do Atlético-MG, reforçando a importância dessa nova geração de atletas. O treinador da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, está atento à formação desses jogadores enquanto se aproxima a Copa do Mundo.
Historicamente, o Brasil é conhecido por produzir laterais de renome, como Cafu e Roberto Carlos. No entanto, a atual realidade mostra uma saída precoce de jogadores brasileiros para o futebol europeu, o que impacta a formação e a competitividade local. Especialistas destacam que muitos jovens laterais não estão prontos para o desafio, resultando na necessidade de clubes buscarem talentos no exterior, que trazem uma abordagem diferente para a posição.
Com a Copa do Mundo se aproximando, Ancelotti continua a testar opções para a defesa, utilizando jogadores como o zagueiro Éder Militão como lateral. Enquanto isso, jovens promessas estrangeiras, atraídas pela visibilidade do futebol brasileiro, almejam um futuro nas grandes ligas europeias. A situação levanta questões sobre o futuro dos laterais brasileiros e a adaptação necessária para manter a tradição brasileira no setor defensivo.

