Morte de empresária após lipoaspiração gera polêmica sobre qualificação médica

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

A empresária Ariene Rodrigues Pereira, de 37 anos, faleceu em 20 de janeiro durante uma lipoaspiração em uma clínica particular em São Luís, Maranhão. O procedimento foi realizado por um médico que, apesar de se apresentar como especialista, não possui a qualificação formal exigida pela legislação brasileira. A causa da morte foi apontada como uma embolia pulmonar, e o caso está sendo investigado pela Polícia Civil do Maranhão.

Após a morte da empresária, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica emitiu um alerta sobre a atuação de médicos que se associam a entidades sem reconhecimento jurídico. De acordo com a SBCP, as instituições que promovem títulos de especialização sem respaldo legal podem colocar em risco a saúde dos pacientes. A investigação se concentra nas credenciais do médico envolvido e nas práticas da clínica onde o procedimento foi realizado.

Esse caso levanta questões importantes sobre a regulação da especialidade médica no Brasil e a segurança dos procedimentos estéticos. A SBCP e outras entidades médicas estão adotando medidas legais para coibir práticas irregulares, enfatizando que a formação em Cirurgia Plástica é rigorosa e deve ser respeitada. O desdobramento deste caso pode resultar em mudanças nas normas de atuação para garantir a segurança dos pacientes em cirurgias estéticas.

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