O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, levantou preocupações sobre a viabilidade da independência militar da União Europeia em relação aos Estados Unidos. Em suas declarações, Rutte indicou que, para garantir segurança sem o apoio norte-americano, os países da UE precisariam investir entre 8% e 9% de seu Produto Interno Bruto (PIB) em defesa.
Atualmente, a maior parte das necessidades militares da Europa é atendida pelos Estados Unidos, o que permite à União Europeia manter gastos relativamente baixos na área de defesa. Rutte enfatizou que, sem esse suporte, o bloco seria forçado a aumentar significativamente seus investimentos em segurança, o que poderia impactar outras áreas do orçamento público.
As observações de Rutte levantam questões sobre a capacidade da Europa de se auto-sustentar militarmente. Isso também coloca em evidência o debate mais amplo sobre a segurança na região e a necessidade de um esforço conjunto para fortalecer as capacidades defensivas entre os países europeus, especialmente em um cenário global em constante mudança.

