Uma pesquisa realizada pelo Morgan Stanley aponta que o Reino Unido está enfrentando uma crise de empregos, perdendo mais postos de trabalho do que criando devido à inteligência artificial. Estima-se que mais de 25% da população britânica teme perder o emprego para a IA nos próximos cinco anos, refletindo uma preocupação crescente com as mudanças no mercado de trabalho. Nos últimos 12 meses, as empresas britânicas relataram uma perda líquida de empregos de 8%, a mais acentuada entre grandes economias como Estados Unidos, Japão, Alemanha e Austrália.
O estudo evidencia como a rápida adoção da inteligência artificial vem afetando o cenário laboral no Reino Unido, superando os impactos observados em outras nações desenvolvidas. Enquanto a tecnologia avança, a capacidade de empresas de criar novos empregos parece estar sendo superada pela destruição de postos de trabalho existentes. A pesquisa sugere que essa tendência pode persistir, exigindo uma resposta política e social para mitigar os efeitos negativos da automação.
As implicações dessa situação são significativas, uma vez que o aumento do desemprego pode gerar instabilidade econômica e social. O governo britânico precisará considerar políticas para requalificação da força de trabalho e proteção dos trabalhadores em setores vulneráveis à automação. Assim, a questão da inteligência artificial não é apenas um desafio tecnológico, mas um tema central nas discussões sobre o futuro do trabalho no Reino Unido.

