O programa Cripto Brasil, veiculado na última quarta-feira, abordou a atual situação da Clarity Act nos Estados Unidos, um projeto de lei que enfrenta um impasse regulatório. O Senado americano pretendia votar a proposta em janeiro, mas as diferenças entre o setor financeiro tradicional e a indústria de criptoativos atrasaram o processo. O comentarista Rodrigo Batista destacou que a principal disputa gira em torno das regras de regulação, com bancos tradicionais defendendo maior controle e o setor cripto buscando descentralização.
Além disso, a Coinbase, maior exchange do mundo, optou por se retirar das discussões devido a pontos controversos, como a proibição de pagamento de juros em stablecoins. Em contrapartida, empresas como a Ripple se mostraram mais favoráveis ao formato atual da proposta. O programa também ressaltou o pioneirismo da Receita Federal no Brasil, que já regula os criptoativos desde 2014, exigindo a declaração de lucros e saldos por parte dos investidores brasileiros.
Por fim, o presidente da Ava Labs expressou otimismo em relação ao futuro do mercado de criptoativos, prevendo uma capitalização de até US$ 40 trilhões até 2026. O programa também discutiu inovações como o aplicativo da Mova, que utiliza blockchain para auditar dados de mobilidade urbana e gerar créditos de carbono. Essas iniciativas refletem uma transição em direção a um ecossistema mais integrado e sustentável, tanto nos EUA quanto no Brasil.

