Os serviços de inteligência do regime militar brasileiro produziram mais de 140 relatórios mencionando Sidônio Palmeira, atual superministro da Secretaria de Comunicação. Os documentos, que envolveram órgãos como o Exército, Marinha e Polícia Federal, o descreviam como um ‘elemento subversivo’ em suas atividades políticas e sociais nos anos 1980.
Sidônio, na juventude, participou ativamente de manifestações em favor da legalização do Partido Comunista do Brasil e contra a interferência dos Estados Unidos na América Latina. Relatórios de 1983 e 1984 detalham sua oposição ao governo do general João Figueiredo, incluindo sua presença em assembleias estudantis onde criticava o regime militar e o FMI, além de defender a derrubada do governo militar.
O contraste entre a imagem de Sidônio como um jovem ativista considerado subversivo e seu atual papel como ministro no governo de Lula levanta questões sobre a memória histórica e a política contemporânea no Brasil. A reavaliação de figuras como Sidônio pode indicar uma mudança nas percepções sobre a luta política e os direitos civis no país.

