Roger Tagholm critica a seleção de poemas do projeto Poems on the Underground, afirmando que poucos conseguem capturar a experiência real das viagens de metrô em Londres. Ele menciona seu próprio livro, Poems NOT on the Underground, publicado em 1996, como uma resposta a essa falha, trazendo à tona a frustração dos passageiros. Tagholm usa versos provocativos para retratar a insatisfação com as linhas de metrô, como a Northern Line, e a forma como afetam o cotidiano das pessoas.
Em seus versos, Tagholm destaca a desilusão dos usuários do metrô, fazendo uma conexão crítica entre a experiência do transporte público e as consequências da vida urbana. Ele sugere que o governo perpetua a miséria, refletindo uma visão negativa sobre as condições de viagem. Através de sua poesia, ele apela para que os passageiros evitem o metrô se desejam preservar sua saúde mental e física.
Essa crítica à seleção de poemas e à realidade das viagens de metrô levanta questões sobre a representação da vida urbana na arte e a responsabilidade dos artistas em capturar experiências autênticas. As observações de Tagholm podem incentivar um debate mais profundo sobre a arte e a vida cotidiana, além de motivar uma reavaliação das iniciativas culturais que buscam refletir a sociedade contemporânea.

