O filme ‘Hamnet: A Vida Antes de Hamlet’ já está em cartaz e foi indicado a oito categorias do Oscar. A produção, dirigida por Chloe Zhao, dramatiza a vida de William Shakespeare no final do século XVI, especialmente após a morte de seu único filho, Hamnet. Essa narrativa, baseada no livro de Maggie O’Farrell, explora como essa tragédia pode ter impactado a vida familiar e o processo artístico do renomado dramaturgo.
A trama toma liberdades criativas ao lidar com a vida íntima de Shakespeare, que carece de registros pessoais. O filme ignora algumas verdades históricas, como a diferença de idade entre o escritor e sua esposa, mas retrata a cidade natal de Shakespeare, Stratford-upon-Avon, de maneira fiel. A obra também revela verdades e mentiras sobre sua vida, como seu casamento às pressas e o uso de brincos, além de discutir a originalidade de suas obras, que muitas vezes se basearam em criações anteriores.
Com sua recepção positiva e múltiplas indicações ao Oscar, ‘Hamnet’ provoca reflexões sobre a relação entre experiências pessoais e a criação artística. A produção não apenas ilumina a vida de um ícone literário, mas também convida o público a pensar sobre como a dor e a perda moldam a arte. À medida que o filme ganha destaque, espera-se que inspire novas discussões sobre o legado de Shakespeare e sua relevância na cultura contemporânea.

