Woodstock 99: lucro milionário em meio ao caos e à destruição

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

O festival Woodstock 99, realizado entre 22 e 25 de julho de 1999, em uma antiga base aérea em Rome, Nova York, se tornou um marco de controvérsia e desorganização. O evento, que celebrava o 30º aniversário do Woodstock original, atraiu mais de 220 mil pessoas, mas falhou em proporcionar a infraestrutura necessária, resultando em condições insustentáveis e violência entre o público.

O festival enfrentou temperaturas extremas e uma escassez crítica de água potável, além de banheiros insuficientes que contribuíram para surtos de doenças. O clima de tensão aumentou durante a apresentação da banda Limp Bizkit, que foi responsabilizada por incitar a violência quando a multidão reagiu à letra da canção “Break Stuff”. Este cenário culminou em um evento que, apesar de caótico, se mostrou financeiramente lucrativo para os organizadores.

Apesar dos custos de produção estimados em 38 milhões de dólares, Woodstock 99 arrecadou cerca de 60 milhões de dólares com a venda de ingressos, resultando em um lucro substancial. Os preços abusivos de alimentos e bebidas acentuaram a exploração comercial do evento, gerando um dilema sobre o valor do caos em um festival que deveria celebrar a paz e a música. As lições de Woodstock 99 permanecem relevantes para a indústria de eventos até os dias de hoje.

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