Sul Global responde ao unilateralismo de Trump em Davos com defesa do multilateralismo

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

Durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotou uma postura unilateral que provocou reações significativas do Sul Global, impulsionando a defesa do multilateralismo. A agenda apresentada por Trump, que inclui a criação de um ‘conselho de paz’ e um acordo sobre a Groenlândia, intensificou as tensões geopolíticas e gerou preocupações sobre a hegemonia norte-americana no cenário internacional.

Os países emergentes, como Brasil e China, se posicionam como defensores de uma nova arquitetura de governança global, em contraste com a proposta unilateral de Trump. A conversa entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Xi Jinping durante o evento reforçou a visão de que o desenvolvimento compartilhado e a soberania nacional são essenciais para estabelecer uma ordem internacional baseada em normas coletivas. Essa dinâmica destaca o papel crescente do Sul Global na construção de um sistema multipolar que desafia as tradições estabelecidas desde o pós-Segunda Guerra Mundial.

As propostas de Trump não apenas desafiam a ONU, mas também levantam questões sobre a legalidade e a legitimidade das ações dos Estados Unidos, especialmente no que diz respeito ao direito internacional. A repercussão de suas declarações, amplificada por uma campanha midiática controversa, revela fragilidades na narrativa governamental, enquanto a defesa do multilateralismo por líderes emergentes aponta para uma nova era nas relações internacionais, marcada pela busca de estabilidade e cooperação entre nações.

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