Lula analisa proposta de Trump para ‘Conselho de Paz’ com cautela

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está avaliando com cautela a proposta de Donald Trump de estabelecer um ‘Conselho de Paz’ destinado à reconstrução da Faixa de Gaza, apresentada durante o Fórum Econômico Mundial em Davos. Apesar do convite para que o Brasil faça parte do grupo, o governo brasileiro está hesitante em adotar uma posição firme, temendo que a iniciativa esconda uma estratégia geopolítica mais ampla de enfraquecimento das organizações multilaterais, como a ONU.

Os diplomatas brasileiros acreditam que a proposta pode ser uma armadilha política que visa legitimar uma intervenção direta em Gaza, além de abrir oportunidades para interesses econômicos significativos, com a possibilidade de contratos e influência estratégica sob a liderança dos Estados Unidos. A hesitação do Brasil em aderir ao conselho é reforçada por uma histórica defesa da autodeterminação dos povos e pelo reconhecimento do Estado palestino, especialmente em um cenário onde democracias europeias já sinalizaram que não participarão.

Diante desse contexto, o governo brasileiro opta por um compasso de espera, mantendo a defesa dos direitos palestinos e avaliando cuidadosamente os próximos passos. A diplomacia brasileira busca evitar soluções simplistas, especialmente aquelas apresentadas como ‘conselhos de paz’, em um mundo cada vez mais polarizado e repleto de desafios geopolíticos.

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