USP cria modelo preditivo de Alzheimer baseado em exames clínicos

Bianca Almeida
Tempo: 2 min.

Um estudo recente realizado pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP desenvolveu um modelo inovador que utiliza exames clínicos para prever o risco de desenvolvimento do Alzheimer. A pesquisa, que analisou quase 390 milhões de registros do SUS, destaca a importância de exames oftalmológicos e tomografias computadorizadas na antecipação de sinais da doença, o que pode facilitar diagnósticos mais precoces.

De acordo com Jhonata Emerick, CEO da Datarisk e responsável pelo estudo, o diagnóstico precoce é fundamental para a sustentabilidade do sistema de saúde. Ele enfatiza que essa abordagem pode retardar a evolução do Alzheimer e, consequentemente, reduzir os gastos com os cuidados a idosos. A relevância do tema é global, uma vez que a OMS projeta que os custos com assistência a pessoas idosas podem alcançar 2,8 trilhões de dólares até 2050.

Os achados desta pesquisa não apenas oferecem novas perspectivas para o diagnóstico do Alzheimer, mas também levantam questões sobre a importância do investimento em tecnologias de saúde preventiva. Com o envelhecimento da população, iniciativas como essa podem se tornar essenciais para garantir a viabilidade econômica dos sistemas de saúde em todo o mundo. A continuação desse tipo de pesquisa será crucial para enfrentar os desafios relacionados ao aumento da expectativa de vida.

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