Ruínas em Barra de Guaratiba revelam passado do tráfico negreiro

Camila Pires
Tempo: 2 min.

Uma pesquisa conduzida pelo cientista social Flávio Moraes apontou a antiga Casa do Porto, localizada em Barra de Guaratiba, como um possível ponto de desembarque de escravizados no século XVIII. O estudo, que revela a presença de navios negreiros que atracavam no Canal do Bacalhau, destaca a relevância histórica da área, que agora passará por uma investigação arqueológica para aprofundar o conhecimento sobre essa prática infame.

As ruínas da Casa do Porto, descritas como uma base de pedras amareladas multiformes, são um testemunho do passado do tráfico negreiro no Brasil. O trabalho arqueológico, que será realizado pela empresa Grifo Arqueologia, visa encontrar vestígios que possam complementar os dados históricos já levantados. Além disso, o pesquisador busca integrar a Marambaia e Guaratiba em um circuito cultural que reconheça e celebre a memória da comunidade quilombola local.

A pesquisa não apenas resgata a história do tráfico negreiro, mas também propõe um projeto de memória que inclui a criação de um museu e espaços de visitação em Barra de Guaratiba. A festividade anual em memória de Zumbi dos Palmares e a luta pela valorização do território quilombola refletem a importância cultural e histórica da região, destacando a necessidade de preservação e conscientização sobre essa parte da história brasileira.

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