Críticas e venenos: o impacto das palavras no cotidiano

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

Walcyr Carrasco, em seu artigo, aborda o fenômeno das agressões verbais que permeiam as interações sociais, especialmente aquelas disfarçadas de humor. Ele observa que, embora a conscientização sobre gordofobia e outras formas de discriminação tenha avançado, o comportamento de criticar o outro persiste. Momentos de prazer, como durante uma refeição, se tornam alvos de comentários indesejados, revelando a falta de empatia de muitas pessoas.

O autor relembra sua infância em Marília, interior de São Paulo, onde a vida alheia era um tema constante de fofocas e críticas. Nesse ambiente, pequenas ações, como o vestido de uma noiva ou os hábitos das freiras, eram objetos de julgamento público. Essa cultura de vigilância e crítica não só machuca os indivíduos, mas também pode desestabilizar relacionamentos e criar um clima de hostilidade nas comunidades.

Carrasco conclui seu texto enfatizando a necessidade de reflexão sobre o que dizemos e como isso afeta os outros. Ele convida os leitores a considerar o poder que as palavras têm de ferir e a importância de cultivar um ambiente de respeito e compreensão. O autor encerra com uma provocação sobre a curiosidade e o julgamento, destacando o desejo de saber mais sobre as freiras de sua infância, uma metáfora para o interesse humano em detalhes da vida alheia.

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