Irã pode ter registrado 30 mil mortes em protestos, afirmam autoridades

Laura Ferreira
Tempo: 2 min.

Cerca de 30 mil pessoas podem ter perdido a vida nas ruas do Irã durante os dias 8 e 9 de janeiro, conforme relatado por dois altos funcionários do Ministério da Saúde do país. Essa informação, que não havia sido divulgada anteriormente, revela uma realidade alarmante em meio a protestos em massa contra o regime. O número oficial anterior era de 3.117 mortes, o que indica uma discrepância significativa na contagem de vítimas.

O novo total de mortes sugere uma resposta brutal das forças de segurança iranianas, que utilizaram força letal contra manifestantes. Médicos e socorristas têm tentado compilar dados sobre as mortes, mas enfrentam dificuldades devido ao corte de comunicações e ao controle estatal sobre a informação. A situação revela uma grave crise humanitária e uma repressão sem precedentes, refletindo a insatisfação popular com o governo.

As implicações desse episódio são profundas, não apenas para os direitos humanos no Irã, mas também para a estabilidade da região. A crescente repressão pode gerar mais protestos e aumentar a pressão internacional sobre o regime. Observadores alertam que os números apresentados provavelmente são subestimados, o que eleva as preocupações sobre a segurança dos cidadãos e a necessidade de intervenções internacionais.

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