A artista sul-africana Gabrielle Goliath iniciou uma ação judicial contra o ministro da Cultura da África do Sul, Gayton McKenzie, por ter seu trabalho vetado na Bienal de Veneza. Sua obra, que presta homenagem a um poeta palestino falecido em um ataque aéreo israelense, foi selecionada por um comitê independente, mas foi desconsiderada pelo governo por motivos políticos.
O processo, protocolado em Pretória, acusa o ministro de agir de forma inconstitucional ao ignorar a escolha do comitê. A controvérsia destaca a crescente influência do conflito em Gaza sobre eventos culturais internacionais, especialmente em um momento em que o governo sul-africano critica as ações de Israel. McKenzie defendeu sua posição ao alegar que apoiar uma obra sobre o Oriente Médio poderia ser politicamente arriscado, levando em consideração as tensões internas no país.
A obra de Goliath, intitulada “Elegy”, é um projeto complexo que explora temas de luto e memória por meio de vídeo e performance. A decisão do ministério em vetar a obra e buscar um artista alternativo provocou reações negativas no meio artístico, refletindo um descompasso entre a política externa do país e as aspirações dos artistas. Goliath solicita uma decisão judicial rápida para que sua exposição possa ser apresentada em Veneza.

