O governo de Queensland anunciou a decisão de eutanasiar uma matilha de dingos na ilha K’gari, na Austrália, após a morte da turista canadense Piper James, de 19 anos. O ministro do Meio Ambiente, Andrew Powell, justificou que os animais representam um ‘risco inaceitável à segurança pública’ após o trágico incidente. A decisão foi comunicada no dia 25 de janeiro de 2026, gerando controvérsia entre os envolvidos.
A matilha, composta por 10 dingos, será exterminada em resposta ao ataque que resultou na morte da jovem. Os proprietários tradicionais indígenas da ilha expressaram preocupação com a falta de consulta prévia sobre a decisão, destacando a importância cultural desses animais para a comunidade local. Essa situação levanta questões sobre a gestão da vida selvagem e os direitos dos povos indígenas na Austrália.
As implicações dessa decisão são significativas, pois podem afetar a percepção pública sobre a conservação de espécies e os direitos dos povos originários. A eutanásia dos dingos pode acirrar ainda mais os debates sobre a convivência entre humanos e animais selvagens em áreas turísticas. A situação exige uma análise cuidadosa do equilíbrio entre segurança pública e preservação cultural.

