Coinbase critica Lei Clarity e alerta sobre vigilância em transações cripto

Jackelline Barbosa
Tempo: 1 min.

O diretor de políticas públicas da Coinbase expressou preocupações sobre a Lei Clarity durante uma entrevista à CNBC, destacando os riscos de vigilância em transações de criptomoedas. Ele enfatizou que a infraestrutura de finanças descentralizadas deve permanecer livre de restrições, semelhante à liberdade de realizar pagamentos em dinheiro, e que a capacidade de transferir valor de maneira democratizada deve ser preservada.

Além de criticar a vigilância nas transações peer-to-peer, a Coinbase apresentou objeções a aspectos da legislação, como a limitação da tokenização e a proibição de juros em stablecoins. O executivo argumenta que a regulação excessiva pode restringir a concorrência e a inovação no setor, o que poderia beneficiar bancos tradicionais em detrimento das fintechs e das tecnologias emergentes.

No Brasil, o debate sobre regulação de criptoativos também está em andamento, com diretrizes já estabelecidas pela Receita Federal. Embora o país tenha sido pioneiro na abordagem desse tema, a tensão entre a inovação nas finanças e a necessidade de coibir crimes financeiros continua a ser um desafio significativo. A situação demanda um equilíbrio entre a proteção contra abusos e o incentivo ao desenvolvimento tecnológico no setor financeiro.

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